Tudo sobre Neptunes, N*E*R*D e Pharrell Williams

Pharrell Williams diz: “Estou feliz pelos Grammys, mas quero uns Oscars.

Pharrell

Depois de produzir incontáveis hits para quase todos do Hip-Hop e para artistas pop, Pharrell Williams deu uma pausa nas produções para se focar no N*E*R*D, seu grupo com amigos de longa data Chad Hugo e Shay Haley.
O trio recentemente lançou seu 4° álbum “Nothing”, que na verdade abrange uma série de temas amplos. XXLMag.com grudou no capitão da Star Trak para saber o que sua mente têm a dizer sobre a arte do Hip-Hop, Hollywood e sobre voltar a usar seu estilo camuflado das ruas.

XXLMag.com: Primeiro de tudo, por que vocês decidiram chamar esse álbum de “Nothing”?

Pharrell: Bem, estávamos trabalhando em um monte de músicas. Nós acumulamos 26 faixas, e para ser honesto parecia ser apenas boa música, era ótimo, mas não parecia  que estávamos inovando o bastante e eu realmente queria fazer algo que atingisse um novo patamar. Nada muito excêntrico que acabe parecendo estúpido, apenas algo em outro patamar. E queria conduzir de outra maneira, para quando as pessoas ouvirem pensassem, “O que é isso?”

XXL: O estranho nisso é, o álbum tem muito conteúdo, tem algo nele. Vocês decidiram fazer isso propositalmente?

P: Bem, me desculpe. Esqueci de explicar essa parte. Uma vez que comecei de novo, começamos do ‘nada’ (Nothing em inglês), então por isso chamamos o álbum de ‘Nothing’, porque começamos do nada. Jogamos o que tínhamos fora e começamos com nada. No final do dia, é como o Big Bang. O que tinha antes do Big Bang? Não havia nada, então eu meio que tentei escrever esse paralelo entre o antes e o agora. O título, e a sensação que tem no álbum, é apenas falar sobre várias coisas que estão acontecendo no mundo, então esse álbum é como uma cápsula do tempo

 

XXL: Esse é o quarto álbum do N*E*R*D. Como vocês diferenciam o que vai para um projeto da banda em oposição que vai para uma produção dos Neptunes, ou para seu projeto solo. Qual é o estado mental para abordar cada um?

P: Bem, atualmente eu não faço muitas coisas solo. Eu apenas fiz aquele um álbum, e provou que foi muito e eu não estava pronto para aquilo. Eu meio que gosto de produzir. Quando eu produzo tenho a capacidade de energizar os artistas, e ser do N*E*R*D apenas é o que somos. Até com o processo de fazer esse álbum foi como nos expressamos, e eu queria fazer um álbum que faça as pessoas ‘escavarem’ para acharem um dia.
A diferença entre essas músicas versus ao que faríamos, tipo eu acabei de fazer algumas música pro T.I. N*E*R*D não faríamos isso. Essas músicas foram feitas para energizar o T.I., enquanto nossas músicas são reflexões de quem somos versus energizar nós mesmos. Se tivéssemos feito para energizar nós mesmos isso teria sido bem diferente. Sinto que o álbum que fizemos e não lançamos era isso, nós mesmos nos energizando. Foi tipo colocar esteroides na música, e não estava fazendo sentido, ou apenas contraproducente, então preferi inovar do que por esteróides nas baterias ou algo do tipo. Me deixe fazer o que sinto que ninguém fez ou apenas fazer rock clássico.

XXL: Vocês tem pisado em Hollywood um pouco, fazendo a trilha sonora de “Meu Malvado Favorito”. Como você conseguiu se conectar com esse projeto?

P: Eles me procuraram, cara. E eu fiquei honrado. Isso é outra coisa, também. Estou prestes a fazer a trilha de mais 2 outros filmes. eu amo fazer trilha sonora, mas eu amo fazer batidas  também. Eu não tinha sido motivado ainda, porque você quer fazer a mesma merda várias vezes. Você tem que sair e descobrir novas merdas, e novos sons legais, e novas sondagens, e experimentar novos estilos e ai, traze-los a tona. Agora que fiz o quarto álbum do N*E*R*D, posso deixar escapar o vírus.

XXL: Em termos de processo de fazer trilhas, qual é a diferença em termos do processo de produzir música para artistas ou para você mesmo? Você prefere um ao outro?

P: Eu amo fazer trilhas sonoras e amo fazer música no estúdio. Sério, sou grato por todos os grammys que tenho, mas eu preciso ver alguns Oscars.

 

XXL: Você ajudou introduzir fãs para o Clipse. O que você acha do progresso deles como artistas? Push T agora está com Kanye no G.O.O.D. Music e Malice está trabalhando em lançar seu livro em breve.

P: Eu adoro! Eles estão por conta própria já faz 3 anos. E acho que eles têm feito um ótimo trabalho. Em termos que foi escolha deles, eles realmente grudaram em seus núcleos mesmo em “tempos frios” quando todo o resto achava que deviam ser mais pop. Sabe, Pusha tem pulso forte e eu acho que o “casamento” entre ele e Kanye vai ser algo incrível.

XXL: E sobre o Malice escrever um livro?

P: Malice é um gênio! Ninguém conhece Gene Thornton—que é um cara realmente inteligente. E quando o livro dele for lançado… vai ser, provavelmente será um dos livros mais loucos quando sair.

XXL: Falando em “louco”; sabia que você ficou em número 7 na lista da XXL dos maiores produtores-de-rap  de todos os tempos?

P: Sério? Oh wow!

XXL: Você estava em boa compania, com caras como Jermaine Dupri, Dr. Dre, Diddy e Kanye. Não sabia?

P: Não, cara, você sabe que estou direto na Estrada. Estou por fora de tudo quando estou na Estrada com a banda, apenas concentrado nisso. E o nosso galpão está cheio de artilharia agora (provavelmente falando sobre músicas que produziu e estão no estoque). Estava fora por volta de 3 anos só me dedicando ao N*E*R*D, mas agora eu senti saudades. Saudades do Hip-Hop, saudades de todas aquelas coisas boas.

XXL: Como se sente sabendo que foi nomeado um dos 10 maiores produtores-de-rap de todos os tempos?

P: Estou muito grato. Gastei muito do meu tempo, você sabe, no mundo fashion e fazendo muita coisa do N*E*R*D, então ser reconhecido é uma honra. Respeito a XXL e o que vocês fazem, e sempre espero fazer coisas com vocês. Então você me falar isso é super legal.

XXL: Então, o que virá a seguir no horizonte depois dessa turnê com o N*E*R*D?

P: Apenas mais música… sabe como é? Eu apenas tinha que colocar pra fora a arte em mim. Como eu disse, o álbum do N*E*R*D não foi intencionalmente artsy-fartsy (artisticamente difícil de entender ou algo do gênero), mas eu precisava dele, sabe, algumas vezes você tem que se impulsionar e fazer coisas. Agora estou de volta camuflagem das ruas. Todas aquelas batidas estão vindo.

Fonte: XXL Magazine

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Uma resposta

  1. Ficarei imensamente orgulhosa de ver o Pharrell ganhando uma estatueta do Oscar. O mundo é seu Pharrell run away

    17/12/2010 às 4:50 pm

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